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O que é economia colaborativa e como ela pode beneficiar seu negócio

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Sumário

A economia colaborativa tem sido discutida há algum tempo e não é por acaso. Em uma era de disrupção, contar com modelos de negócios inovadores e que priorizem questões essenciais da atualidade, como redução de consumo e sustentabilidade, tornou-se uma prática fundamental.

Há alguns anos, o tema não era totalmente compreendido pelas empresas, principalmente porque os empreendedores acreditavam que esse modelo socioeconômico não traria grandes benefícios reais para seus negócios. No entanto, essa percepção mudou de forma positiva e hoje não é apenas uma tendência passageira, mas uma realidade que veio para ficar.

Quando falamos em economia colaborativa já vemos muitos especialistas considerando como o “negócio do futuro”, presente em diversos negócios de variados setores e movimentando uma quantia significativa de dinheiro em todo o mundo. Agora você pode estar se perguntando: esse tipo de economia se aplica a todos os tipos de negócios? Como saber se é pra mim? A resposta é sim, em grande medida.

A economia colaborativa traz vantagens para negócios de todos os portes, permitindo acesso a recursos antes inacessíveis, redução de custos operacionais, oportunidades de crescimento e expansão e muito mais. Por meio de parcerias, compartilhamento de recursos e redes de colaboração, os negócios podem impulsionar sua competitividade, inovação e eficiência, independentemente do tamanho da empresa.

Segundo a consultoria PwC, esse modelo de negócio vai gerar uma receita de US$ 335 bilhões até 2025. Além disso, no mercado brasileiro, a economia colaborativa tem sido muito bem recebida. Para empresários, adotar esse modelo pode ser uma excelente ideia para controlar os gastos e contribuir para um mundo mais sustentável. É o que você busca? Então, continue lendo e confira mais sobre o tema!

O que é economia colaborativa?

A economia colaborativa, também conhecida como consumo compartilhado ou comércio colaborativo, é um modelo de negócio baseado na troca. Nesse modelo, os fornecedores e clientes compartilham produtos e serviços e eliminam a necessidade de compra para atender a uma necessidade específica. 

Exemplos mais conhecidos na atualidade incluem aplicativos como Uber e Airbnb, além de coworkings, onde empresas compartilham espaços de trabalho e reduzem custos. 

Princípios e características da economia colaborativa

Pilar Social: Com o crescimento populacional nas cidades, é essencial promover a sustentabilidade dos negócios, incentivando um senso de comunidade e uma mentalidade altruística.

Pilar Econômico: A economia colaborativa permite o acesso a produtos com estoque excedente ou subutilizados, reduzindo o desperdício e promovendo maior flexibilidade financeira.

Pilar Tecnológico: A democratização da internet e o uso de dispositivos móveis, como smartphones, juntamente com o surgimento de aplicativos e sistemas de pagamento online, impulsionam a economia colaborativa ao facilitar o acesso às redes sociais e plataformas digitais.

Rachel Botsman, renomada especialista no tema, palestrante e autora reconhecida internacionalmente por seu trabalho na área, também descreve a economia colaborativa a partir das seguintes características:

  • Compartilhamento de serviços: Nesse princípio, destaca-se a ênfase na satisfação das necessidades por meio do compartilhamento de serviços, em vez de adquirir produtos adicionais. A ideia é encontrar soluções para problemas sem a necessidade de comprar novos produtos, utilizando recursos existentes de maneira mais eficiente.
  • Estilo de vida colaborativo: Envolve o desenvolvimento de um estilo de vida que valoriza a colaboração e o compartilhamento de habilidades, recursos e serviços com outras pessoas. Através desse compartilhamento, é possível maximizar a utilização dos recursos disponíveis e criar uma comunidade de apoio mútuo.
  • Redistribuição de mercado: Esse princípio destaca a importância da reutilização e reciclagem para reduzir o consumo. Em vez de descartar produtos desnecessários, eles são transferidos para outros contextos onde possam ser utilizados, evitando desperdício.

A ideia da economia colaborativa ganhou impulso após a crise econômica de 2008, quando a combinação de criatividade e tecnologia se tornou essencial. Durante esse período, surgiram novas alternativas de renda, como a troca de objetos e o aluguel de casas, fortalecendo essa nova modalidade de negócios e estimulando uma abordagem renovada em termos de pensamento, consumo e progresso.

A economia colaborativa tem sido fundamental para impulsionar o crescimento de empresas globalmente por meio do compartilhamento de experiências e da terceirização. E por mais que possa parecer inicialmente contrastante com os princípios da economia de consumo, a realidade é que ela possui inúmeros benefícios. Confira alguns deles a seguir.

Quais os benefícios da economia colaborativa para as empresas?

Uso inteligente de recursos: Empresas colaborativas utilizam recursos de forma inteligente, evitando desperdícios e otimizando custos, como compartilhar espaços de escritório ou equipamentos.

Expansão de negócios e inovação: A colaboração entre diferentes empresas traz novas ideias e possibilidades de inovação, impulsionando o crescimento e o desenvolvimento dos negócios.

Redução de preços e possibilidade de parcerias: Permite a redução de despesas ao compartilhar recursos com outras empresas, além de estimular parcerias que potencializam os resultados de ambos os negócios.

Maior interação entre colaboradores: Possibilita e incentiva um maior entrosamento entre os times, incentivando a troca de conhecimentos e experiências, fortalecendo o ambiente de trabalho e gerando feedbacks valiosos.

Economia de tempo e agilidade: A interação rápida e eficiente na negociação de produtos e serviços entre empresas colaborativas economiza tempo e possibilita trocas e negociações internas, aumentando a eficiência operacional.

Sustentabilidade e consciência social: Promove a sustentabilidade ao incentivar o compartilhamento e a reutilização de recursos existentes, reduzindo o consumo excessivo e o desperdício. Além disso, essa abordagem colaborativa muitas vezes está alinhada com preocupações sociais, como o apoio a empreendedores locais, a valorização de práticas éticas e a promoção da inclusão econômica.

Melhor qualidade e atendimento personalizado: A priorização das necessidades do cliente na economia colaborativa resulta em um atendimento personalizado e de alta qualidade, destacando a empresa da concorrência.

Como começar a aplicar a economia colaborativa no meu negócio?

A economia colaborativa pode ser aplicada em diversas áreas das nossas vidas, e não apenas quando o objetivo é somente a redução de custos, mas também focando em sustentabilidade e senso de comunidade. 

Com todas as vantagens que a economia colaborativa é capaz de trazer para o seu negócio, resolvemos te ajudar no processo e trouxemos algumas dicas práticas para começar a implementar iniciativas já!

  1. Identifique oportunidades: Analise a sua cadeia de valor e identifique áreas onde a colaboração e o compartilhamento de recursos podem ser aplicados. Considere recursos físicos, como espaços de trabalho, equipamentos, e também recursos humanos, como habilidades e conhecimentos.
  2. Estabeleça parcerias estratégicas: Busque parcerias com outras empresas que possam complementar seus produtos ou serviços. Procure por sinergias onde ambos os negócios possam se beneficiar mutuamente, compartilhando recursos, clientes ou conhecimentos.
  3. Utilize plataformas digitais: Explore plataformas online que facilitam a conexão entre empresas colaborativas. Existem diversas opções disponíveis que permitem o compartilhamento de espaços, equipamentos e serviços. Pesquise e identifique aquelas que se adequam às necessidades da sua empresa.
  4. Crie um ambiente de colaboração interna: Estimule a cultura de colaboração entre os funcionários da sua empresa. Incentive a troca de conhecimentos, a participação em projetos conjuntos e a busca por soluções compartilhadas. Promova a interação e o trabalho em equipe para criar um ambiente propício à economia colaborativa.
  5. Avalie os benefícios econômicos: Faça uma análise financeira para identificar os benefícios econômicos da economia colaborativa após começar a implementar. Calcule os custos reduzidos, as oportunidades de geração de receita e os impactos positivos no fluxo de caixa. Isso ajudará a fundamentar a decisão e demonstrar o valor da economia colaborativa para a empresa.
  6. Esteja aberto a experimentar: A economia colaborativa é um processo contínuo de aprendizado e adaptação. Esteja disposto a experimentar novas abordagens, avaliar resultados e fazer ajustes ao longo do caminho. Esteja aberto ao feedback dos parceiros e clientes, e busque constantemente formas de melhorar e expandir a aplicação da economia colaborativa na sua empresa.

Já conhecia o conceito de economia colaborativa? Ao implementar iniciativas nesse sentido, podem surgir desafios específicos, incluindo a construção de confiança, desenvolvimento de tecnologias adequadas e até uma mudança na mentalidade da organização. 

Nesse contexto, contar com um suporte especializado é fundamental para superar esses obstáculos. O Sebrae está aqui para auxiliar! Converse agora com um de nossos especialistas clicando AQUI e descubra como nossas consultorias personalizadas podem impulsionar seu negócio na economia colaborativa.

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Sobre o autor

Ana Débora

Ana Débora

Graduada em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, especialista em Gestão de Pessoas e Marketing. Atua na Unidade de Soluções e Relacionamento e é gestora das Mídias Sociais do Sebrae/RN.

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